Archive for setembro \24\UTC 2009

Centro de Convenções de João Pessoa

setembro 24, 2009

Das principais capitais do Nordeste, João Pessoa é a única que ainda não tem um grande centro de convenções. A cidade consegue atrair alguns eventos que possam ser organizados nos hoteis (principalmente o Tambaú), mas os eventos de maior porte migram para Salvador, Recife e Natal, que dispõem de grandes centros de convenção mais bem estruturados.

Essa situação deve mudar. Como o fluxo turístico é crescente, é natural que a cidade procure também lucrar com a visibilidade que grandes eventos trazem para as cidades que as hospedam; ademais, é sabido que o turismo de negócios é a melhor maneira de manter o setor turístico aquecido durante as baixas temporadas.

O Governador José Maranhão assina semana que vem a ordem de serviço para construção do Centro de Convenções de João Pessoa, que demandará investimentos de R$ 104 milhões.

O local escolhido foi a área do Pólo Turístico do Cabo Branco, que já abriga o Farol do Cabo Branco (que atrai turistas há décadas, por demarcar o ponto mais oriental das Américas) e a Estação Ciência Cabo Branco (inaugurada há pouco mais de um ano, com projeto de Oscar Niemeyer).

O Pólo Cabo Branco consolida-se assim como um dos principais pontos turísticos de João Pessoa; segundo a nota oficial, “no mês passado o Governo do Estado conseguiu junto ao IBAMA a suspensão do embargo do projeto do Pólo Turístico Cabo Branco, empreendimento onde será desenvolvido todo um complexo hoteleiro, de restaurantes e outros equipamentos, onde o Centro de Convenções será uma referência em toda aquela área.”

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Preservação do Vale dos Dinossauros

setembro 2, 2009

Um dos principais pontos turísticos do Estado, o Vale dos Dinossauros, localizado em Sousa, a 444km da capital, passa por dificuldades.

Várias pegadas de dinossauros em áreas dos municípios de Uiraúna e Floresta do Borba, fora da trilha turística, estão desaparecendo devido à ação do tempo e ao tráfego de veículos, intensificadas com as chuvas; as denúncias foram apresentadas pelo diretor da Associação Comunitária Movimento de Preservação do Vale dos Dinossauros, Luis Carlos da Silva Gomes.

O diretor afirma que a área com vestígio de icnofósseis é maior do que a oficialmente registrada pelos órgãos públicos, compreendendo no total uma área de terreno sedimentar de 2.500 quilômetros quadrados. Essa área abrangeria a parte oeste de Pombal, além dos municípios de Pombal, Aparecida, Sousa, São João do Rio do Peixe, Uiraúna, Santa Helena, Triunfo e Poço José de Moura.

As deficiências de preservação da área foram também admitidas pelo secretário de Turismo da Paraíba, Romeu Lemos. Romeu Lemos afirmou que no inverno as pegadas ficam inundadas pelas águas do Rio do Peixe e há seis meses o espaço está fechado às visitações. Segundo ele, algumas réplicas dos dinossauros que existem no ponto turístico foram danificadas.

Romeu Lemos afirmou que conversará com representantes de órgãos como a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), Secretaria de Turismo do Estado e Ministério Público para discutir ações que possibilitem as melhorias deste atrativo turístico e definam qual o órgão estadual que ficará responsável pelo lugar.

Os vestígios da existência de dinossauros no Sertão paraibano datam de aproximadamente  300 milhões de anos; eles poderiam ser um diferencial para alavancar o turismo, a economia e reforçar a imagem da cidade fora dos limites da Paraíba.

Entretanto, a dificuldade de acesso devido à falta de aeroporto nas proximidades e a falta de incentivo são apontados por Luis Carlos da Silva Gomes como obstáculos a serem vencidos pelos gestores públicos caso queiram potencializar a atividade na região. “Há falta de divulgação for a do estado, mas principalmente, a Paraíba não tem ainda uma cultura de preservação de seu patrimônio. É fácil perceber que os paraibanos não tem relação de cuidado com esse acervo.

A solução, segundo ele, é ampliar a identificação e preservação de toda a área em que existem pegadas de dinossauros, além daquelass catalogadas e visitadas pelos turistas; criar uma alternativa de retenção das águas do canal do rio, evitando a inundação das pegadas; recuperar a passarela de acesso às pegadas;  construir muros de arrimo para as áreas em declive para evitar deslizamento de terra sobre as pegadas.

Em toda a extensão, há registro  oficial de mais de 50 pegadas; no entanto, a Associação Comunitária Movimento de Preservação do Vale dos Dinossauros afirma que o número é bem superior.

Algumas pegadas de dinossauros encontradas medem en torno de 10 a 15cm. Luiz Carlos afirmou que no último final de semana encontrou novas pegadas de dinossauros no Sítio de Juazeirinho, no município de Santa Helena, próximo à cidade de Sousa.

Leia mais sobre o Vale dos Dinossauros.